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Sábados

WORKSHOPS: TODO SEGUNDO OU TERCEIRO SÁBADO DO MÊS- SEMPRE EM LOCAL FORA DA CÂMARA.

*WORKSHOP é um encontro de pessoas interessadas num mesmo tema e que se reúnem para discutir o assunto.

  • Dia 12 de Setembro de 9 às 12h00 – Inscrições já abertas  Como ler Poesia em voz alta sem “declamar”

Dicas e macetes para Declamar Poesias

               DECLAMAÇÃO DE POEMAS
A poesia é uma das mais completas formas de expressão artística.
Ela nos fala de sentimentos, de acontecimentos, de pessoas, de lugares, enfim nos fala de conhecimentos.
A declamação é a verbalização ou interpretação da poesia, ou seja: o declamador dá voz ao autor da poesia.
Ao pretender declamar, uma pessoa tem que tomar alguns cuidados, sem os quais corre o risco de cometer erros, que podem comprometer a qualidade artística de seu trabalho.

                 ESCOLHA DO POEMA
O primeiro cuidado que o declamador deve ter é com relação à escolha do poema. Se o mesmo estiver na 1ª pessoa do singular ou do plural, deve ser compatível com a situação do declamador: sexo e idade.
                  COMPREENSÃO
 O declamador deve compreender perfeitamente o que está dizendo, isto é conhecer o poema, saber o que significa cada termo do poema, bem como sua correta pronúncia. Também dever entender a pontuação, para poder fazer as pausas adequadamente. É comum ver-se um declamador recitando um poema verso a verso, quebrando o sentido da frase, ou da expressão.
                    MEMORIZAÇÃO
Memorizar um poema, não é apenas decorar os seus termos. È recomendável que a memorização ocorra simultaneamente com a interpretação. Outro detalhe importante é a memorização gradual, ou seja, memoriza a 1ª estrofe, depois a 2ª, antecedida da 1ª, depois da terceira, antecedida da 1ª e das 2 ª e assim sucessivamente. A tentativa de memorização simultânea de todas pode ocasionar o esquecimento de parte de parte e daí não saber como continua.
                   POSTURA CÊNICA
 Por postura cênica entende-se a gesticulação que deve acompanhar a recitação do poema. Os gestos não devem ser muitos, nem exagerados, devendo ser coerentes.
                   INTERPRETAÇÃO
É na interpretação que o declamador tem a oportunidade de mostra a sua arte. A interpretação deve ser comedida, porém não pode ser pobre.
                   IMPOSTAÇÃO DE VOZ
Impostação de voz é do que a interpretação de um poema, sob o aspecto da voz. Deve ser observado com muito cuidado o texto, para não se dramatizar passagens neutras, ou não apresentar de maneira  neutra passagem dramáticas.
                   IDENTIFICAÇÃO DO POEMA
Necessariamente tem de ser indicados o nome de seu autor e o titulo do poema  , antes de iniciar a declamação. Porém não os dizer já declamando.
                   AGRADECIMENTO
Alguns declamadores ao terminar sua interpretação acrescentam agradecimentos ou a expressão!”Tenho dito”. Não cabe. Para indicar que terminou sua recitação o declamador deve usar um pequeno estratagema, que pode ser diminuir o tom da voz, levantá-lo, se couber, fazer um gesto de cabeça ou de mãos.

A poesia para mim é uma segunda pele...declamar é vida “
Nara Elizene Porto Alves - Declamadora

ALVES

Publicado no Recanto das Letras em 27/10/2008
Código do texto: T1250846

 

  • Dia 12 de Setembro de 14 às 17h00- Inscrições abertas : A Importância do I Ching

Iching

O I Ching pode ser descrito como um poço de água pura e cristalina. Um poço que está sempre lá, no meio do campo e disponível para todos. Por gerações que vêem e vão, e os modos de vida em constante mudança, o poço nunca muda e sua água nunca seca. Como você pode alcançar a água e satisfazer sua sede de conhecimento? Para isto , você precisa compreender a própria estrutura antiga do poço e como usá-la. E assim você é convidado a beber da água do poço.

 


O I Ching é um livro extraordinário, repleto de beleza e sabedoria. É o oráculo mais antigo do mundo onde seus primeiros esboços começaram a ser escritos há mais de 3.000 anos atrás, mas muito dele deriva principalmente de tradições antigas transmitidas de forma oral. Através dos milênios, as pessoas que consultavam o I Ching acrescentaram observações e comentários explicando os padrões de significados que elas próprias descobriram. Portanto o I Ching que usamos hoje vem de incontáveis gerações de observação e sabedoria.

Os Hexagramas

O estudo dos hexagramas ajudam você a compreender melhor seus estados de consciência, mas por si só, eles não podem e nem devem ser a única referência para suas decisões existenciais e escolhas que você venha a tomar. A interpretação completa de um hexagrama se apóia em um comentário de cada linha em sua posição específica naquele hexagrama: 64 hexagramas, cada um com 6 linhas resulta em 384 'comentários'! Não recriamos esses comentários aqui, mas a tabela abaixo resume estes comentários mantendo os seus significados mais importantes.

É feita toda uma correlação entre o mundo interior e o mundo exterior onde as primeiras três linhas do hexagrama (começando a contagem de baixo para cima) constituem o trigrama inferior e simbolizam o mundo interior. O trigrama superior( ass linhas 4, 5 e 6) simbolizam o mundo exterior. O trigrama inferior representa sua atitude em direção à motivação; o trigrama superior representam uma atitude em direção em direção à intenção. Existem 64 possíveis combinações de seis linhas Yang (inteiras) e/ou Yin (partidas). Este sistema foi criado pelos Chineses para ajudá-lo a alcançar o seu estado criativo a partir de um alinhamento apropriado de suas atitudes internas e externas. Portanto o I Ching é mais um Oráculos para ser consultado usando um processo de seleção randômica para se escolher um os 64 hexagramas para responder a uma pergunta feita.


História

Existem basicamente duas versões da origem do I Ching: a mítica e a histórica. Algumas traduções ainda apresentam a versão mítica como se fosse verdade, mas não é.

O mito da origem do I Ching foi aceito como uma verdade histórica durante séculos na China. Foi somente no Sec. XIX que algumas descobertas arqueológicas começaram a revelar uma história diferente do I Ching. Estas descobertas eram fascinantes, e imensamente valiosas para os usuários do I Ching pela luz que eles jogam nos significados dos textos mais antigos. Porém, eles não substituem o mitos. A vai uma pequena descrição de ambas as verdades. Assim você poderá perceber a notável correspondência entres as duas.


A Verdade Mítica

A estória do I Ching começa do a descoberta dos trigramas por Fu Hsi, o primeiro imperador da China que renunciou 2852-2737 AC.. Fu Hsi, que observava a natureza com cuidado e atenção, caminhava a longo do Rio Amarelo quando ele viu uma tartaruga saindo da água. Naturalmente ele a observou com atenção; e compreendeu que a sabedoria vinha quando se observava a natureza atentamente. As tartarugas são animais significativos na cultura Chinesa, pois o domo de seus cascos representam o domo do céu e seu fundo achatado a terra. , assim a tartaruga parece encorporar o cosmos. Na costas desta tasrtaruga, Fu Hsi viu oito trigramas - símbolos que consistem em uma pilha de três linhas, inteiras ou partidas.. Estudando-as juntamente com o mundo a sua volta e dentro de si mesmo, Fu Hsi chegou à compreensão como os trigramas refletem as verdades básicas sobre como as energias se movem. E ao fazê-lo ele criou a fundação tanto da tradicional visão de mundo Chinesa como também para o I Ching.

O I Ching não foi criado até a dinastia Shang (1766-1122AC) que injustamente aprisionou a sua esposa e seu honesto vassalo Chou , Rei Wen (que recebeu o título de Rei postumamente), Wen cumpriu a sua pena refletindo sobre os trigramas, re-arranjando-os e , combinando-os em hexagramas. Ele também escreveu o nome para cada um dos 64 hexagramas, e algumas poucas linhas sobre seus significados, que nós agora conhecemos como o Julgamento.

Eventualmente, o filho do Rei Wen destronou o cruel e extravagante Shang e estabeleceu a nova dinastia Chou, que durou até 221 AC. Seu neto se tornou um governante, e o tio do garoto, o Duque de Chou, foi apontado como regente. O Duqye de Chou terminou o trabalho do Rei Wen escrevendo textos curtos associados coda uma das seis linhas de cada hexagrama.

Finalmente, Kung Fu Tsu, o próprio Confucius (551-479AC) estudou o I ching exaustivamente e escreveu intensos comentários sobre ele, que são conhecidos como a "Asas" do I Ching. Estes incluiam O Conselho (ou Imagem), o Comentários sobre o Julgamento e sobre as linhas, como tambéwm os Contrastes, as Sequências, as Evidências atribuidas mais uma Discussão dos Trigramas e o Grande Tratado. Com as origens nos grandes governantes da China antiga, e a iluminação que Confucius ofereceu, o I Ching se formou como um todo.. Foi considerado um clássico e sua leitura era imperativa para que quizesse entrar nas altas rodas da sociedade Chinesa.


A Verdade Histórica

O mais antigos sistema de adivinhação na China data da disnatia Shang. Consistia em esquentar os ossos de animais no fogo e estudava-se as rachaduras produzidas neles., para se descobrir a época exata para se fazer um sacrifício. Traços desta prática antiga ainda está presente em quatro dos ideogramas mais antigos do I Ching: Yuan, Heng, Li, Chen. Eles possuem um enorme leque de significados e associações - eles representam as quatro estações, e também as qualidades de fundamentabilidade, sucesso, competência e perseverança. Em seu primeiro uso, entretanto, esta frase parecia significar 'o início de uma comunicação bem sucedida com os espíritos; perguntar mais seria ajustar-se a um nível mais profundo". na verdade, esta prática nos mostra os princípios mais básicos da adivinhação Chinesa.

Os cascos das tartarugas eram usados também, da mesma forma que os osssos dos animais, para produzirem padrões de rachaduras para os adivinhadores interpretar. Mas os cascos das adivinhações antigas podiam ser guardados para referências futuras - e neste ponto os adivinhadores antigos começaram a inventar a escrita. Imagens eram gravadas nos cascos como um registro do que foi perguntado, e que resultado se obteve. Os arquivos remanecentes mostram que o oráculos da tartaruga era consultado para questões de estado.: guerra, propostas de casamento, o nascimento de uma princesa.

A partir de 1.000 AC, até um pouco depois da disnatia Chou ser fundada, os textos do I Ching como nós conhecemos começaram a ser escritos. Eles provavelmente vieram de uma tradição antiga oral, portanto é difícil estabelecer a mais antiga camada do I Ching. Foi também nesta época que o método dos palitos para a adivinhação foi criado. Isto pode muito bem ter sido, pelo menos em parte, uma resposta ao perigo de extinção das tartarugas. Este método teve um efeito de tornar a adivinhação mais fácil, mais prático e mais disponível. O que havia sido uma prerrogativa de imperadores começou a se espalhar por toda a China popular.

As raízes do I Ching que nós temos hoje pode ser datado com segurança do Séc. VIII AC. Primeiro pelos vocabulário comum em documentos da época e que não foram usados desde então. Segundo, porque algumas referências de eventos históricos da época foram identificados. Em particular, o julgamento do Hexagrama 35 se refere ao Príncipe Kang, um príncipe Chou que é conhecido por ter abandonado o nome Kang logo após a conquista Chou. Talvez este nome antigo tenha sido lembrado e somente atualmente escrito - mas isto pelo menos nos dá a data para a tradição do I Ching. Os hexagramas básicos do I Ching, seus nomes, Julgamentos e os textos da linahs foram muito provavelmente completados por volta de 700 AC. Os hexagramas, como um meio de se referir aos textos. vieram bem depois, no séc V AC. Esta foi uma descoberta crucial, tornando possível verficar o movimento da energia que os textos descrevem.

O Comentário Tso, que data de 672 AC, se refere ao uso histórico de Chou centenas de anos antes - mas não podemos assegura que estas datas seja confiáveis. Nós sabemos que naquela época em que foi escrito, a popularidade do I Ching estava crescendo visivelmente.

Durante o período de Guerra dos Estados(475-221 AC) o I Ching se firmou. Este foi um período de grandes mudanças políticas e culturais, cheio de incertezas. os textos do I Ching eram coletados em forma de livro, e os adivinhadores os carregavam por toda a China. E quando a ordem foi finalmente, mas brutalemnte restabelecida em 221 AC, os novos governantes ( a dinastia Ch'in , que durou pouco) ordenou que se queimassem todos os livros. O I Ching foi foi um dos poucos volumes que foi poupado, por causa de seu valor prático.

Durante a mais pacífica dinastia Han que se seguiu, o I Ching foi ‘canonizado’ como um clássico (‘I’) e se tornou um objeto de intense trabalho acadêmico. Durante este período - do séc III AC até a virada do milênio - as "Asas"do I Ching foram adicionadas, com um comentário detalhadodas interrelações das linhas dos hexagramas e a descoberta dos trigramas. Confucius não deve ter escrito nada disto, apesar deles terem sido, em parte, baseados em suas idéias. Os acadêmicos também devem ter feito uso das tradições orais antigas, certamente, os textos do Conselho ( ou Imagens) parecem enfraquecer sutilmente o Comentário mais convencional.

Esta é, nominalmente, quase que o fimn da 'história'do I Ching. O manuscrito Ma Wang Dui, enterrado em 168 AC, é considerado ser substancialmente a mesma versão que nós temos hoje. , apesar dos hexagramas estarem em uma ordem diferente. A ordem atual foi sugerida pela primeira vez no Séc. 2 AC, mas foi somente estabelecida como a ordem padrão por Wang Bi (226-250 DC).

O I Ching não é somente um livro: é uma conversação entre inúmeras gerações de questionadores, por mais de mil anos, e o espírito que fala através do livro. A conversa continua, com cada pergunta revelando novas fronteiras e padrões de significados. A necessiadade pelo I Ching é mais sentida em tempos de mudanças radicais - e ele responde a uma necessidade profunda de nossa era.

Fonte: http://www.salves.com.br/ching.htm

 

  • Outubro: (SEGUNDO SÁBADO) A Simbologia do Tarô e sua utilização literária
  • Novembro: (SEGUNDO SÁBADO) Criatividade nas relações e na vida