



DESTA
VEZ, SÓ IDENTIFICAREMOS
OS
AUTORES DEPOIS DO JULGAMENTO,
INCLUSIVE
PARA O JURI
|
Conto 1 |
||
|
Autor |
MARIA RAQUEL
MESQUITA DE MELO |
|
|
Título |
A COLEÇÃO |
|
|
Situação Escolhida |
(UM CASO MUITO ESCLARECEDOR) |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Competição muito divertida, estória com excelente ritmo. No terceiro parágrafo, “cumprimento” ou “comprimento”? Atenção ao uso da crase. |
9,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
EXCELENTE NARRATIVA. É MORDAZ O DESNUDAMENTO DA FALSA AMIZADE. RESTA SABER SE É IRONIA OU HUMOR. SEJA LÁ COMO FOR, O QUE VALE É A OBRA, NÃO A INTENÇÃO |
10 |
|
LIANA
FERREIRA |
A leveza do início do conto é quebrada no final quando as duas personagens principais evoluem para uma situação de grave comprometimento emocional, de adoecimento psíquico, apresentando como subproduto da competição sentimentos inadequados como raiva extremada e cleptomania. Melhor seria se a disputa se perpetuasse, e não houvesse vencedor nem vencido. No desfecho o autor se vale de uma situação de humilhação extrema que beira à tragédia. A história está muito bem escrita e consegue envolver o leitor. |
9 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Interessante a idéia da competição entre advogados e “amigos” como Monteiro e Tavares. Mas creio que a coleção de cinzeiros atrapalha um pouco o clima do texto. Talvez por ser algo tão esdrúxulo, aumente a sensação de distanciamento do leitor em relação ao texto. Fica parecendo “coisa de advogado”, não de pessoas reais. É como se leitor e autor (a) estivessem criticando somente os outros, jamais a si mesmos. |
7 |
|
LORENZA CARDOSO |
O início do conto, muito divertido, prometia um final menos exagerado ou forçado. Merecem aplauso o cuidado e o carinho com a linguagem, a escolha do registro e de cada palavra empregada. |
9,5 |
|
MARCO
ANTUNES |
O conto está bem escrito e consegue prender a atenção do leitor, mas tem um grande defeito como peça de humor: assenta-se em ambiência realista o que, fora da farsa, fábula e gêneros conexos, exige verossimilhança para produzir humor (esse é o defeito fundamental das comédias de Jim Carrey). A opção pelo ambiente realista só resulta em humor quando convence o leitor de que a situação poderia ter acontecido com ele mesmo ou com pessoa real, isto é, promove uma certa simpatia, do contrário não consegue aquele efeito surpreendente que a anedota precisa ter, pois não rompe com a expectativa, uma vez que, num cenário inverossímil, tudo parece possível. Para resumir, não fui sensível ao humor do conto. |
8 |
|
TOTAL |
53 |
|

|
Conto 2 |
||
|
Autor |
ARTUR
ADOLFO COTIAS E SILVA |
|
|
Título |
UMA BARATA LITERATA |
|
|
Situação Escolhida |
FÁBULA AMORAL |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Muito engraçado e inteligente. Breve e objetivo, como convém a uma fábula. Explora com perfeição o tema literatura. Redação impecável. |
10 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
EXCELENTE FÁBULA, MUITO CRÍTICA E O FINAL, PERFEITO. NECESSÁRIO REVER A PASSAGEM “HOUVE UMA VEZ UMA BARATA” |
10 |
|
LIANA
FERREIRA |
A metáfora da intransigência humana está bem representada neste conto em que a barata aparece cheia de empáfia e prepotência, e a formiga representa a humildade e a parcimônia. O autor demonstra, através das formigas, a importância da socialização do conhecimento, enquanto que, na figura da barata, ele salienta que o conhecimento quando tratado com egoísmo, e não dividido, produz o isolamento social, perde sua finalidade e morre em si mesmo. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Adorei a forma em que aparece a citação do Kafka. Quase morri de rir ao imaginar a barata falando aquilo. Gostei do tom leve, despretensioso do texto, a despeito da crítica que contém. Acho, apenas, que o aviso inicial é desnecessário. O (a) autor (a) não precisa pedir desculpas ao leitor por escrever o que lhe der na telha, só precisa entender se o leitor não gostar. |
9,5 |
|
LORENZA CARDOSO |
Um conto divertido. Pode ficar mais limpo se forem eliminadas as aspas (“inferiores”, “devorar”), que funcionam como um recado do autor a dizer: “leitor, isto vai como ironia ou em sentido conotativo, mas essas aspas lembram você disso e assim se perde o efeito que eu queria dar”. Também atrapalha um pouco o excesso de interferência do narrador no início, quando ele dá a ficha completa da barata. O encontro dela com a formiga é eficiente para mostrar (diferente de contar) que se trata de uma falsa erudita presunçosa. Parte do excesso de informação dos primeiros parágrafos poderia ter sido entremeada no diálogo. |
9 |
|
MARCO
ANTUNES |
Assim Caminha a humanidade! Perfeita comparação ao longo de toda a alegoria. Cumpre brilhantemente a função crítica! Excelente! |
10 |
|
TOTAL |
58,5 |
|

|
Conto 3 |
||
|
Autor |
RAY CUNHA |
|
|
Título |
A AVENTURA DO LEÃO
CÂNDIDO EM BRASÍLIA |
|
|
Situação Escolhida |
PARÁBOLA. |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Texto muito bem redigido. Acho que se aproxima mais do cômico que do humorístico. A situação escolhida é a fábula? |
8,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
O ENREDO ESTÁ ATRATIVO, MAS A LINGUAGEM NECESSITA DE ENXUGAMENTO, OU POLIMENTO, OU LAPIDAÇÃO |
8 |
|
LIANA
FERREIRA |
Não está claro qual a mensagem que deve ser apreendida desta parábola. Fica difícil perceber a conexão entre o que tudo isso representa realmente. O Conto trata do amor entre Lili e Cândido Lili? Do amor entre pai e filho adotivos? Ou da amizade entre humanos e animais? Trata-se de uma tentativa de pensar as diferenças culturais entre a África e o Brasil? É uma apologia à cultura literária amazônica? |
7 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Bem criativa a idéia de um leão tomando Coca-cola no Conjunto Nacional. O ritmo do texto está leve, bem adequado. Porém, como diria o brasileiro amigo da onça, e daí? Apesar de o exercício ser uma fábula amoral, o (a) autor (a) tem certas intenções ao escrevê-la. Até mesmo porque todo humor é crítico. Eu, sinceramente, não consegui entender quais foram as intenções do autor neste caso. |
7 |
|
LORENZA CARDOSO |
Depois que um moço brasiliense, sem mais nem porquê, virou guia de turismo e ajudante de polícia no coração da selva africana, fato que por si só já garantiria toda a piada necessária a um conto, esperei um crescendo de mirabolâncias (ao estilo “O Mestre e Margarita”), que não vieram. As singularidades do comportamento quase humano do leão são muito explicadas, justificadas, ao ponto de se tornarem previsíveis. Parece que no meio do caminho o autor sentiu medo da própria criatividade. |
8 |
|
MARCO
ANTUNES |
O conto é interessante e razoavelmente bem escrito, mas não se entende bem qual o sentido da parábola, isto é, parece mesmo uma história cômica de um leão-humano que não conduz a outro lugar menos denotativo. Como humor, foi incapaz de me fazer as tais cócegas no raciocínio. |
8 |
|
TOTAL |
46,5 |
|

|
Conto 4 |
||
|
Autor |
ARI GURCZ |
|
|
Título |
MÃE! |
|
|
Situação Escolhida |
CONTE UM CASO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Diálogo saboroso, final surpreendente. Apenas uma troca de palavras: “encubadeira” no lugar de “incubadeira”. |
9 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
O DIÁLOGO ESTÁ ENGRAÇADÍSSIMO, MAS A INTRODUÇÃO E A FINALIZAÇÃO, PRINCIPALMENTE A FINALIZAÇÃO, EMPOBRECEM MUITO O MIOLO DO CONTO. |
8,5 |
|
LIANA
FERREIRA |
Excelente! O autor nos presenteia com uma imagem familiar riquíssima através de um diálogo muito bem estruturado. A caricatura da mãe encontrada neste conto: dominadora, possessiva, auto-referente e transcendental, é hilária. Sua capacidade de antecipar fatos, antes dos relatos ou titubeios do filho, e até mesmo em suas pausas respiratórias, faz parte de uma prática muito comum no universo familiar. Outra característica importante desta mãe é a sua memória seletiva, uma vez que recorda-se apenas daquilo que é de seu interesse, evitando ou fugindo de qualquer verbalização do filho que lhe seja aversiva. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Realmente, modo inusitado de conversar com a mãe... Ainda mais que a prática é semanal! Gostei do humor no tom da conversa, especialmente com as intervenções do filho. Ainda eu tenha achado alguns comentários da mãe um tanto exagerados... mesmo pra uma mãe tão preocupada. |
9 |
|
LORENZA CARDOSO |
Um conto engraçado, um final absolutamente imprevisível que, além do efeito surpresa, tem o mérito de alterar a perspectiva sobre aquilo que o precede: este não é apenas um diálogo típico entre mãe e filho, como parecia, mas o diálogo típico entre mãe e filho... Ainda não sei se foi bem um conto ou um truque de mágica. As aspas em “corrente” são dispensáveis. |
10 |
|
MARCO
ANTUNES |
O recurso inteligentemente usado aqui é o do paroxismo, que permite um certo distanciamento da verossimilhança. Aqui, a crítica ao comportamento materno é feita com rara graça e o final inesperado é a coroação de um texto inteiramente bem trabalhado. De fato, há aqui uma certa promiscuidade com a crônica, mas o humor suporta melhor que os outros temas essa ambivalência, Luís Fernando Veríssimo que diga! Se a personagem tivesse sofrido a influência química da cena e mudado de atitude ou estado, a inconveniência estaria resolvida. Entretanto, a eloqüência do humor aqui não me permite outra nota. |
10 |
|
TOTAL |
56,5 |
|

|
Conto 5 |
||
|
Autor |
MONIQUE BRITTO KNOX |
|
|
Título |
A CIGARRA E A FORMIGA |
|
|
Situação Escolhida |
FÁBULA AMORAL |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
A idéia de pôr a formiga para cantar é muito boa, mas deveria ter sido usada logo no início do texto, para prender a atenção do leitor. Alguns reparos à acentuação, pontuação e conjugação verbal. |
7,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
BEM ESCRITO, MAS COM POUCA VITALIDADE |
7,5 |
|
LIANA
FERREIRA |
Vencer preconceitos sem perder a identidade é o que nos
ensina esta fábula, onde a versatilidade dos seres e sua capacidade de
aprender são valorizadas. Em oposição a |
8 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Aprovei o tom, digamos, “anti-trabalho” dessa versão da fábula, mas creio que ela ficou a meio caminho de se realizar completamente. O final, apesar de não ser óbvio, não convence o leitor completamente. A conversa entre formiga e cigarra também me pareceu muito literal, pois faz menção à realidade dos animais como nós, humanos, a vemos. |
8 |
|
LORENZA CARDOSO |
O conto foge à proposta de fazer humor. Por se tratar de uma história tão conhecida, o autor poderia tê-la resumido, para dar mais atenção às alterações que criou para o final. |
7 |
|
MARCO
ANTUNES |
Interessante, mas não achei o humor! Em alguns momentos a atmosfera lírica era mais evidente do que a menor hipótese de humor que porventura existisse. |
7,5 |
|
45,5 |
||

|
Conto 6 |
||
|
Autor |
WASHINGTON DOURADO |
|
|
Título |
Peqeno elogio à preguiça |
|
|
Situação Escolhida |
DISCURSO DE UMA QUALIDADE HUMANA ANTROPOMORFIZADA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Texto irreverente e divertido. A preguiça está muito bem caracterizada, inclusive pelo uso de recursos visuais — é especialmente criativo o aumento progressivo do espaçamento entre as palavras. |
9,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
TRATA-SE DE UM TEXTO ARGUMENTATIVO, SEM ARGUMENTAÇÃO |
7 |
|
LIANA
FERREIRA |
O texto é muito criativo na medida em que a preguiça está representada visualmente. A forma de redução usada nas palavras é ilustrativa e consolida a teoria - é o que acontece no filme Fantasia, no qual Walt Disney nos brinda com a representação da música através do desenho animado de notas musicais. A defesa da preguiça, feita por ela própria, está bem formulada. O nível de argumentação é muito bom porque na realidade a preguiça e o ócio têm funções importantes na vida das pessoas, função de repouso, de descanso, de se ter uma atitude contemplativa diante da vida. Aqui a preguiça não é colocada como perniciosa, desagradável, como um defeito, mai é vista e dita como uma qualidade humana. O paralelo com a felicidade é perfeito. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Adorei este elogio – que economiza até mesmo na digitação! – a uma característica tão desprezada no mundo capitalista. Aliás, tá dando uma preguiça de escrever mais... |
10 |
|
LORENZA CARDOSO |
erfeita simbiose entre o que dizer e como dizê-lo. O conto tem o tamanho certo: nem é necessária muita atenção ao discurso da preguiça (que afinal não é novo) para rir do efeito que a evolução (ou involução, como queiram) da escrita produz na página. Professor, isto é um conto concretista? |
10 |
|
MARCO
ANTUNES |
Excelente, bem escrito, bem pensado e o charme das abreviaturas é o toque final. |
9,5 |
|
TOTAL |
56 |
|

|
Conto 7 |
||
|
Autor |
ANTÔNIO CARDOSO
NETO |
|
|
Título |
UMA FÁBULA SEM
MORAL, SEM PÉ E SEM CABEÇA |
|
|
Situação Escolhida |
UMA FÁBULA AMORAL |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Esta fábula é uma obra-prima humorística. Divertiu-me muito, além de ampliar meu vocabulário mirmecológico. |
10 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
UMA BOA IDÉIA, MAS UM TEXTO
PROLIXO |
7 |
|
LIANA
FERREIRA |
O autor cria uma fábula interessante usando conceitos da teoria capitalista para brincar com a situação atual de forma bem-humorada e inteligente. Através das formigas e das cigarras desfilam diante de nós as dificuldades das relações humanas, e o desrespeito pelas diferenças individuais. A interação com o leitor soa espontânea e está na medida certa. A crítica contida no desfecho, apesar de preconceituosa, ou por isso mesmo, é um primor. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Dei boas risadas com os trocadilhos deste texto e, especialmente, com os “intrometimentos” do (a) autor (a). “Sem-pé” e “sem-cabeça”, mas nem tanto, nobre autor (a), pois o desafio foi cumprido com determinação, já que o tema era o humor. As comparações marxistas também foram felizes. Já pensou na continuação, contando a saga das cigarras-sertanejas no Planalto Central? Creio que daríamos outras tantas boas risadas. |
10 |
|
LORENZA CARDOSO |
Ler esse
conto é como seguir um sujeito um pouco desocupado, que num belo dia de
primavera resolveu se permitir passear pelos caminhos que lhe dessem na telha
(como diria se fosse gaúcho), sem medo do ridículo e com muita confiança |
10 |
|
MARCO
ANTUNES |
O autor usa a situação da fábula para mostrar seu verdadeiro talento humorístico que se situa mais no plano do discurso e no do potencial lexical e fonético. Bem escrito e inteligente, há elementos cuja significação ou importância me escaparam como a mudança de jacarandá para jequitibá. |
9 |
|
TOTAL |
56 |
|

|
Conto 8 |
||
|
Autor |
LACY MESQUITA |
|
|
Título |
EFEITO VIOLETA |
|
|
Situação Escolhida |
CASO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Não percebi humor neste texto, nem crítica ao comportamento humano. Infelizmente, não cumpriu o desafio. |
7 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
TEM IDÉIA, MAS A ESTRUTURA DO TEXTO ESTÁ FRÁGIL |
7 |
|
LIANA
FERREIRA |
Um caso romântico onde uma amiga tenta ajudar a outra a desvendar o sentimento de um admirador e direciona uma conversa para, entre outros objetivos, esclarecer a opção sexual do mesmo. A figura do cupido sempre aparece na nossa cultura como uma figura engraçada, mas não é o caso de Violeta, tão desprovida de graça quanto de ética. Se o humor existe, permanece velado. |
7,5 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Confesso que não consegui entender bem a intenção crítica do texto, em relação ao comportamento humano. Também tive dificuldades em perceber os traços de humor nele. Ao contrário, pareceu-me pender muito mais para o dramático. |
7,5 |
|
LORENZA CARDOSO |
Não me pareceu um conto de humor, nem mesmo um conto sobre humor, apesar das promessas dos dois primeiros parágrafos. |
7 |
|
MARCO
ANTUNES |
Há algum problema na narração, pois, no fim, a narrativa em primeira pessoa parece passar para terceira pessoa. O humor é discreto, mas é humor, a história flerta em demasia com a crônica, mas o resultado final é razoável. |
8 |
|
TOTAL |
44 |
|

|
Conto 9 |
||
|
Autor |
OSMAR PERAZZO
LANNES JR. |
|
|
Título |
PAPO DE TELEFONE |
|
|
Situação Escolhida |
CAMINHO 5 –
PERSONAGEM INADEQUADA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Engraçadíssimo! Dei boas risadas. Redação irretocável. Apenas o final me pareceu um pouco forçado. |
9,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
BOA IDÉIA, MAS É CONVENIENTE RETRABALHAR O TEXTO, TORNAR MAIS CLARO, ENXUGAR, ETC.. |
7,5 |
|
LIANA
FERREIRA |
A história está bem escrita e tem humor. Envolve-nos e quase faz- nos sentir a ansiedade da personagem e as suas conseqüentes alterações fisiológicas. Pena que o escritor tenha pesado a sua mão na brincadeira com a personagem, vestindo-lhe uma camisa de força que a um só tempo a imobiliza e engessa o humor. |
9 |
|
CRISTIANE
BRUM |
: Não consegui entrar na sintonia do humor usado pelo (a) autor (a) neste texto. Se a idéia era a crítica do comportamento masculino, o final mais atrapalha que ajuda. Apesar do exagero da situação, não me convenceu a solução da loucura. A crítica e o humor talvez pudessem ter sido melhor realizados com outro final, “mais normal”. |
7 |
|
LORENZA CARDOSO |
Engraçadíssimo, abusa com perfeição das letras maiúsculas e do jargão de escritório. O final, por ser um pouco exagerado, merecia uma ligeira preparação (para que soubéssemos desde logo a opinião dos colegas sobre a sanidade mental do pobre indivíduo, ou sobre outros surtos que eles poderiam ter presenciado). |
10 |
|
MARCO
ANTUNES |
Voltei e reli duas vezes o final tentando adivinhar o que pode ter levado os colegas a desconfiar da sanidade da personagem, mas não consegui. O texto tem muita graça em seu desenvolvimento, a cena é somatizável, o que é ótimo para realçar o humor, afinal todos já nos sentimos atônitos diante de alguma Juliana ou Julião, mas essa dificuldade no final tem o condão de cortar o barato do texto. |
9 |
|
TOTAL |
52 |
|

|
Conto 10 |
||
|
Autor |
CINTHIA KRIEMLER |
|
|
Título |
O VELÓRIO |
|
|
Situação Escolhida |
UMA PERSONAGEM
INADEQUADA PARA O LUGAR OU SITUAÇÃO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Texto leve, descontraído. Final inesperado. |
8,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
O TEMA “ESPOSA E AMANTE” É MUITO RICA. MAS O AUTOR/A NÃO CONSEGUIU CRIAR UM CONFLITO, UM CLÍMAX |
7 |
|
LIANA
FERREIRA |
Marina está de férias, e de repente se flagra transformada em promoter de velório tendo que lidar com situações alheias ao seu cotidiano, inclusive com a dor do outro. O inusitado do desfecho, que nos obriga a rever valores e a quebrar a nossa rotina de olhar o mundo sempre de forma linear, é instigante. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
O final é interessante, ainda que o texto sugira um pouco antes o desafio ao clichê da mulher discreta/ amante loira. Contudo, pareceu-me que o clima de velório perpassa a atuação da protagonista e não permite que o humor aflore de forma adequada na escrita. |
8 |
|
LORENZA CARDOSO |
Há excesso de informação antes do desenlace, tirando destaque do engano final. Também chama a atenção a mistura de pilcha/ patrões/peões com italianos/vinhedos. São duas culturas muito distantes (inclusive geograficamente). Elas podem se encontrar num conto, mas não assim de passagem, como se o encontro fosse natural e corriqueiro. |
8 |
|
MARCO
ANTUNES |
O desfecho surpreendente é o grande lance desse conto de perfeita graça e desenvolvimento inteligente. A ambiência real com verossimilhança e a gafe do preconceito do narrador respondem pelo sucesso humorístico do conto presente. |
10 |
|
TOTAL |
51,5 |
|

|
Conto 11 |
||
|
Autor |
ROBERTO KLOTZ |
|
|
Título |
O QUE EU ESTOU
FAZENDO AQUI? |
|
|
Situação Escolhida |
EQUÍVOCO ENGRAÇADO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
A situação descrita é realmente engraçada, principalmente o comportamento do “viúvo” ao longo do texto. |
8,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
A TRAMA ENVOLVE. A LINGUAGEM OSCILA, ÀS VEZES, PROLIXA, ÀS VEZES, DENSA E BELA. A QUESTÃO DO HOMOSSEXUALISMO É ABORDADA, PERMITINDO A LEITURA PRECONCEITUOSA. |
8,5 |
|
LIANA
FERREIRA |
O equívoco provocado pela troca de endereços e a coincidência de nomes vão envolvendo a personagem numa situação inusitada e surpreendente. Através desse engano o autor planta a curiosidade no leitor tornando impossível interromper a leitura antes do final. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
: Achei o título meio óbvio, mas a situação é interessante. Contudo, acho que a atitude do cara em querer aproveitar a casa da praia não fez muito sentido em relação à história. Talvez a situação ficasse bem mais engraçada se o cara não aceitasse o papel de viúvo. |
8,5 |
|
LORENZA CARDOSO |
O início está bastante truncado: “preparei-me” para quê? A repetição da palavra “casa” também soa mal. Alguns pequenos ajustes de tempo verbal são necessários. A parte central do conto, quando o personagem é assediado pelos parentes do morto, é muito longa e repetitiva, o que faz com que a história tenha perdido ritmo ao entrar na questão da herança e na reta final. |
8 |
|
MARCO
ANTUNES |
Alguns errinhos no caminho do leitor tiram um pouco da graça que a cena tem e que o autor com muito talento narrou. Excelente opção, grande verve cômica. Entretanto, o que é bom como humor impressiona mais que os pequenos defeitos |
10 |
|
TOTAL |
53,5 |
|

|
Conto 12 |
||
|
Autor |
MONICA THATY DA
SILVA |
|
|
Título |
UNA |
|
|
Situação Escolhida |
UM EQUÍVOCO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Este diálogo com a Verdade é muito bem conduzido. Redação sem reparos. Só faltou uma pitada de humor. |
8,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
UMA BELEZINHA DE CONTO. SIMPLES, ENVOLVENTE E FILOSÓFICO. |
10 |
|
LIANA
FERREIRA |
O cerne desse texto é a discussão dialética da verdade. Ele nos remete ao filósofo grego Heráclito, que dizia: “Um homem não se banha duas vezes no mesmo rio, porque no momento seguinte não é mais o mesmo homem, nem é mais o mesmo rio”. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
: Interessante a discussão sobre as várias verdades e a caracterização da personagem “Verdade”, mas achei o humor muito pálido no texto, assim como a moça etérea. |
8 |
|
LORENZA CARDOSO |
Ao invés de um conto humorístico, uma apologia do relativismo. E, de repente, surgem “verdades inabaláveis” que ninguém consegue derrubar. Filosoficamente falando, estranho. |
7 |
|
MARCO
ANTUNES |
Bem escrito, bem sacado, com humor na dose certa, não chega propriamente a ser cômico, mas tudo colabora para produzir aquela agradável sensação de prazer e descoberta que o humor produz. Final adequado e inteligente. |
10 |
|
TOTAL |
53,5 |
|

|
Conto 13 |
||
|
Autor |
HUMBERTO AZEVEDO |
|
|
Título |
QUANDO A PREGUIÇA
SE CANSOU DO “CANSEI!” |
|
|
Situação Escolhida |
UM DISCURSO
PERSONIFICADO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
A preguiça tem argumentos interessantes, mas sua fala é desarticulada. O texto precisa de revisão gramatical. É gritante o uso de “cesta” no lugar de “sesta”. |
7,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
BOM CONTO. RETOCAR A LINGUAGEM PODE SER SIGNIFICATIVO |
8,5 |
|
LIANA
FERREIRA |
A preguiça se apresenta inferiorizada nesse conto. Fazendo a auto-defesa ela se desmerece, se subestima. Vale uma tentativa de reescrever o texto explorando melhor o tema selecionado. |
7,5 |
|
CRISTIANE
BRUM |
Achei confusa a organização das falas. Parece, por vezes, que há mais de uma personagem falando. E a presença da Ganância no texto complica a situação sem auxiliar na solução da história. |
7 |
|
LORENZA CARDOSO |
Há erros em excesso para corrigir e pelo menos um deles, de pontuação, torna a frase ininteligível. |
7 |
|
MARCO
ANTUNES |
Interessante a personificação, mas as alusões políticas meio sem razão e com carga panfletária azedam o humor. |
7,5 |
|
TOTAL |
45 |
|

|
Conto 14 |
||
|
Autor |
SORAIA MARIA SILVA |
|
|
Título |
QUEM CONTA UM CONTO
AUMENTA UM PONTO...NO RINGUE COM MACHADO... |
|
|
Situação Escolhida |
DISCURSO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
LUCI
AFONSO |
Belo discurso, à altura do proferido pela “amiga Vaidade”. O humor também é machadiano. A autora confirma o estilo sofisticado neste texto. |
9,5 |
|
CIDA
SEPÚLVEDA |
MUITO BONITO, PROFUNDO. TALVEZ ALGUM RETOQUE NO EXCESSO DE ADJETIVAÇÃO |
10 |
|
LIANA
FERREIRA |
Filha do desejo e da carência, prima do pecado e do vício, a fome discursa em seu nome e no de suas irmãs: a vaidade, a falsa modéstia e sua gêmea, a morte. O autor nos brinda com esse belíssimo conto em que nossas “mazelas existenciais” são discutidas, de forma leve, pela ótica das nossas virtudes. Parabéns! Esse texto cumpre o seu papel social: alimentar os famintos de boa literatura. Valeu a machadada. |
10 |
|
CRISTIANE
BRUM |
O discurso da fome é bastante interessante e joga bem com idéias paradoxais e com os diferentes tipos de fome. O humor é refinado como a linguagem, com citações até de musas! Mas achei o texto um pouco longo. |
8,5 |
|
LORENZA CARDOSO |
A nota não é máxima porque não encontrei traço de humorismo; também não é máxima porque o último parágrafo não condiz inteiramente com os demais, a começar pelo coloquialíssimo “Bom” com que se inicia. Afora isso, um conto inteligente, provocativo e inesquecível. |
9 |
|
MARCO
ANTUNES |
O texto está bem escrito, a personagem bem caracterizada, mas há um certo excesso verbal sem proveito humorístico. Ritmo é elemento fundamental do humor e parece que a linguagem pesada prejudicou um pouco esse importante fundamento. |
8,5 |
|
TOTAL |
55,5 |
|
