

|
Conto 1 |
||
|
Autor |
ANTÔNIO CARDOSO NETO |
|
|
Título |
A COR DO SANGUE E O ESPELHO DE NATARAJA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Impressionante pesquisa
histórica, recheada de detalhes e belíssimas imagens, em que sobressai a
dança de Shiva. Ritmo envolvente. O final teria
mais efeito se terminasse com a frase “a
lua despontava como a unha de um tigre”. |
9,8 |
|
Cris Brum |
A situação
está bem descrita e a personagem convence, mas não senti muita hesitação
nela. Ao contrário, o protagonista parece bem certo do que deve e quer fazer,
não? Creio que o excesso de citações a personagens e fatos históricos da
Índia complica a leitura para o leitor comum, ainda que enriqueça o texto com
citações. |
7 |
|
Liana Ferreira |
Excelente
a descrição das visões refletidas nas águas. Bons contadores de histórias
podem convencer qualquer um de qualquer coisa. |
10 |
|
Cida Sepúlveda |
Lindo.
Muito criativo. |
10 |
|
Marco Antunes |
A
séria pesquisa feita pelo autor resultou em um texto excelente com grande cor
local! A beleza das descrições e a elegância das imagens fazem o leitor
saborear, no curto espaço do texto, o exotismo de uma
visita à Índia. Considero a proposta do desafio cumprida com
brilhantismo! |
10 |
|
TOTAL |
46,8 |
|

|
Conto 2 |
||
|
Autor |
ARY GURCZ |
|
|
Título |
A CONFISSÃO |
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|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
O
diálogo sobre a hipocrisia política é atualíssimo. Pesquisa histórica
bem-feita. Falta apenas um travessão no início do texto. |
9 |
|
Cris Brum |
O
diálogo está bastante bom, convincente e realista. Achei interessante a
caracterização da personagem e sua recusa em confessar-se com o Abade condiz
com a situação. O recurso ao padre que também estava preso para resolução da
proposta foi bastante inteligente. Gostei bastante da frase sobre as lebres. |
9,5 |
|
Liana Ferreira |
O uso
do diálogo dá bom ritmo à história e envolve o leitor. Gostei bastante. |
9 |
|
Cida Sepúlveda |
Excelente |
9 |
|
Marco Antunes |
Grande
texto! Diálogo eloqüente e bastante convincente! Não me foi difícil ver a
rainha de França na personagem. Excelente pesquisa e riqueza de imagens e
linguagem. |
9,8 |
|
TOTAL |
46,3 |
|

|
Conto 3 |
||
|
Autor |
Cínthia Kriemler |
|
|
Título |
Quae Será Tamen |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Este conto é comovente desde o
título. A condução na primeira pessoa, sem interrupções narrativas ou
descritivas, dá força ao texto. Redação irretocável. |
9,8 |
|
Cris Brum |
Creio
que a tarefa foi cumprida a contento, mas o texto me pareceu um pouco longo. Ainda
que algumas imagens sugeridas sejam bastante fortes – a da fome de decência,
por exemplo – não senti muita convicção no Tiradentes criado pela autora.
Provavelmente, foi intencional o tom conformado de suas elucubrações, mas a
personagem à beira da morte por um ideal – faço essa suposição pelo que diz o
próprio texto, sem levar em conta outros relatos históricos – talvez fosse
mais enfático em alguns pontos. |
8 |
|
Liana Ferreira |
Excelente!
Adorei esse conto. Bem escrito, envolvente. Não há um único parágrafo
perdido. Não há uma única frase sobrando. É, ao mesmo tempo, a voz da
Inconfidência Mineira e um painel das agruras do povo brasileiro ao longo de
sua história. Ouso afirmar que trata-se de um
testamento político de ficção da mais alta qualidade que não fica a dever
nada a nenhum documento legado à
posteridade por qualquer homem público do mundo ocidental. É impagável e
contemporâneo: “Haverá ... trapaceiros que
confundirão e corromperão as massas...” |
10 |
|
Cida Sepúlveda |
Texto bem escrito, mas o
personagem se resume a um discurso. |
8 |
|
Marco Antunes |
O
texto peca um pouco como conto por lhe faltar a necessária alquimia da
personagem que o gênero reclama, pois, no conto, a personagem precisa se
mover no espaço moral ou psicológico, sofrer alguma transformação, enfim,
ainda que sutil! É exatamente isso que lhe faz merecer a célula dramática
inerente a esse gênero. No conto, precisa haver algum conflito, ainda que
íntimo, e, após equacionamento, alguma resolução, mesmo que a seja a
aceitação do impasse. Tenho dúvidas se esse Tiradentes realmente entrou em
conflito, pois às vezes tive impressão que sim e às vezes pareceu-me
exatamente o contrário. No entanto, o texto é tão densamente poético ao
cumprir a proposta que merece um alto conceito! |
9,5 |
|
TOTAL |
45,3 |
|

|
Conto 4 |
||
|
Autor |
MÔNICA THATY NUNES |
|
|
Título |
MAIS UMA NOITE COM ESTRELAS |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
O
texto é bem construído, apesar de alguns detalhes sem importância e
comparações dispensáveis. As reflexões do Papa são coerentes com a
personagem. O final é cativante. |
8,5 |
|
Cris Brum |
Interessante
a situação que a autora escolheu para localizar o Papa. A sua ida à Praça
revela a extensão da sua proximidade com a humanidade naquele momento
dramático e a cena descrita mostra muito bem isso. Entretanto, sendo ele o
Papa, líder de uma religião tão poderosa quanto a Católica, será que ele não
tinha mesmo nenhum argumento político para convencer os Presidentes da
idiotice que seria o lançamento dos mísseis? Talvez não com os russos,
comunistas, mas fico pensando o que poderia ser dito aos norte-americanos... |
9 |
|
Liana Ferreira |
Quando
parece que nada mais é possível fazer, que tudo já foi tentado e em vão,
resta-nos a prece. É o que nos conta a autora nessa história sobre a burrice
humana. |
9 |
|
Cida Sepúlveda |
O conto está bem articulado, mas
falta vida |
8 |
|
Marco Antunes |
A
bela e comovente cena do Papa que “foge” por alguns momentos da “prisão” de
São Pedro, já vista em “As Sandálias do Pescador” é aqui graciosamente
retomada. A conversa de dois Papas (o atual no contexto do e seu substituto)
é piedosa, mas talvez ingênua diante da crise que se anunciava. O perigo era
real e imediato! Tenho certeza que o hábil João XXIII que surpreendeu a
verdadeira alcatéia por que foi eleito, teria palavras mais potentes para por
sobre o tabuleiro do jogo internacional. |
9,5 |
|
TOTAL |
44 |
|

|
Conto 5 |
||
|
Autor |
RAQUEL MELO |
|
|
Título |
PELA HONRA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Este
conto é delicado como uma pintura em palha de arroz,
harmonioso como um arranjo de ikebana, nobre
como a alma de um samurai. Transportou-me a um belo jardim japonês, onde
palavra e natureza estão em perfeito equilíbrio. Enquanto a autora nos conduz
com suavidade pelo coração samurai, flores de cerejeira caem silenciosamente
em nosso colo. |
10 |
|
Cris Brum |
Incrível
como o clima oriental flui pelo texto com suavidade. As frases repetidas
sobre o coração do Samurai funcionam bem, criando a tensão que culmina com o
suicídio, única saída pra ele manter a honra, já que não poderia atuar contra
o próprio “daimyô”. Gostei também da adoção dos
termos tradicionais em japonês, devidamente explicados no final, sem
constranger o leitor com o seu desconhecimento. |
10 |
|
Liana Ferreira |
A
história do orgulho japonês desmedido e das tradições quase sempre seguidas
às cegas está muito bem contada nesta história em que a autora prima pela
linguagem elegante. |
10 |
|
Cida Sepúlveda |
Excelente |
9 |
|
Marco Antunes |
Excelente ! A
beleza da linguagem e a seriedade da pesquisa deram a este conto a perfeição
da narrativa e a levesa da poesia. |
10 |
|
TOTAL |
49 |
|

|
Conto 6 |
||
|
Autor |
RAY CUNHA |
|
|
Título |
MORTE NA BOLÍVIA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Os
tempos verbais estão confusos, assim como as informações lançadas
atropeladamente no decorrer do texto. A narrativa é feita em tom didático,
sem nenhuma emoção. |
7 |
|
Cris Brum |
Creio que
o texto poderia ter explorado melhor o clima de angústia que a situação cria
na personagem. Uma crise de asma, por exemplo, poderia servir para uma
descrição exata do cansaço e da “paranóia” de Che. Até porque, como o leitor
já sabe, não se tratava de paranóia, mas da simples
percepção dele de sua própria situação pouco antes da morte. |
7 |
|
Liana Ferreira |
Fiquei
com a sensação de que o último parágrafo deveria ser o primeiro. O conto
consegue nos remeter ao esconderijo dos guerrilheiros e experimentar um pouco
o seu clima. |
8,5 |
|
Cida Sepúlveda |
As imagens são lugares comuns
que, não necessariamente, desqualificam o texto, mas neste caso sim, pois não
há criatividade na utilização dos clichês.
|
8 |
|
Marco Antunes |
A pesquisa
séria e competente que precedeu a tecitura do conto, fica um pouco prejudicada por alguns erros gramaticais e
de expressão. Intui-se que o conflito, núcleo dramático, da personagem
poderia ser melhor explorado, tirando assim a
narrativa da linearidade e do tom ligeiramente professoral e didático. |
8 |
|
TOTAL |
38,5 |
|

|
Conto 7 |
||
|
Autor |
ROBERTO KLOTZ |
|
|
Título |
VALQUÍRIA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
O
conto está bem ambientado e demonstra cuidado na pesquisa histórica. É
preciso revisão ortográfica e gramatical, principalmente na pontuação e nos
tempos verbais. A mudança temporal na narrativa não está clara. O final é
bom. |
8 |
|
Cris Brum |
A situação
foi bem escolhida, mas, em certo momento, o texto provoca uma confusão entre
o narrador e a personagem que confunde um pouco o leitor. Creio que a
personagem principal ficou a meio caminho entre a frieza e a intensidade de
sentimentos, o que prejudicou a força do texto. |
8 |
|
Liana Ferreira |
O
escritor tem o dom de saber contar histórias, mesmo as mais áridas e é muito
competente na construção dos diálogos. |
9,5 |
|
Cida Sepúlveda |
Belo conto |
10 |
|
Marco Antunes |
Pesquisa
séria e competente. Reflexão bem encaminhada. O conflito dramático da
personagem merecia ser melhor explorado e os
diálogos e fluxos de consciência poderiam ser menos formais e didáticos. Mas
o texto cumpre o desafio e tem méritos para merecer um conceito superior. |
9,5 |
|
TOTAL |
45 |
|

|
Conto 8 |
||
|
Autor |
WASHINGTON DOURADO |
|
|
Título |
EVITA, O ALÍVIO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
O
tema é desenvolvido de forma superficial. A mistura de presente e passado
precisa ser resolvida. No penúltimo parágrafo, não entendi o propósito de
usar a frase “Estou feliz que tenha
melhorado”, que faz parte de conto (de outro participante) do desafio
anterior. Coincidência ou, de novo, recurso metalinguístico? |
7,5 |
|
Cris Brum |
Apesar do
título ruim, o texto narra de forma interessante a
situação. De forma um pouco melodramática, é verdade, mas adequada à
personagem. Poderia, talvez, ter ampliado a participação da multidão nos
momentos finais de Evita, o que poderia ratificar o caráter “popular” dela. |
8 |
|
Liana Ferreira |
A
narração é curta mais suficientemente interessante em sua tarefa de desvendar
os últimos momentos de Eva Perón. O leito de morte está bem retratado e os
diálogos recheados de sentimentalismos, muito bem se ajustam ao espírito
argentino. O conto revela o despertar da consciência de Evita e, com isso,
torna sua
figura mais humana, menos “divina”. |
8,5 |
|
Cida Sepúlveda |
O texto se atém demais a uma imagem preconcebida
da personagem, justificando-a. Seria interessante reconstruí-la, com mais contradições,
por exemplo. |
8,5 |
|
Marco Antunes |
Mesmo
no delírio, creio que faltou ao conto a mão mais crítica do autor: a
personagem resulta santificada em detrimento de sua verdade dramática. O
conto produz uma sensação de melodrama que o prejudica, tira-lhe a verdadeira
força. Uma pena já que tem méritos quanto à linguagem. |
8 |
|
TOTAL |
40,5 |
|

|
Conto 9 |
||
|
Autor |
HUMBERTO SANTOS AZEVEDO |
|
|
Título |
QUANDO UM GESTO DE JESUS E GHANDI OCORREU NOVAMENTE |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Este
texto foi claramente escrito às pressas. Há erros ortográficos, gramaticais,
repetições desnecessárias, imagens desconexas. Além disso, não cumpriu o
desafio. |
6 |
|
Cris Brum |
Creio que
o título tenha ficado bem mais forte que o texto. Apesar da dificuldade da tarefa,
reconhecida por jurados e participantes, o distanciamento do narrador
transmitiu uma frieza ao texto que não condiz com o título, e muito menos com
a força dos fatos narrados. Trata-se do fim do
apartheid! Imagina como o Mandela ficou naquele dia! Acho que tu
erraste a mão, Humberto. |
6,5 |
|
Liana Ferreira |
Há
aqui excesso de narração impedindo que o drama se desenvolva mais livremente.
O perfil do homenageado precisa ser mais aprofundado para que o conto seduza o
leitor. A relação entre vida e liberdade poderia ter sido melhor
explorada. Ainda persistem aqui e ali uns probleminhas
com a gramática. |
7,5 |
|
Cida Sepúlveda |
Simples.
Bonito. O final poderia ser melhor trabalhado, menos
lugar comum. |
9 |
|
Marco Antunes |
Acho que a tarefa não foi bem cumprida, pois se
pedia aqui a meditação de Mandela e isso, definitivamente, não foi cumprido! |
6,5 |
|
TOTAL |
35,5 |
|

|
Conto 10 |
||
|
Autor |
SORAIA MARIA SILVA |
|
|
Título |
SANGUE E ÁGUA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
A
escrita torrencial deixa o leitor sem fôlego neste belo conto, que lembra uma
prece. “Essência” — essa palavra parece traduzir a obra da autora. |
9 |
|
Cris Brum |
Difícil
julgar um texto sobre uma história tantas vezes contada, de tantas formas
diferentes. E, com certeza, mais difícil ainda escrevê-lo! Acho que a tarefa foi
cumprida, mas a escrita não me emocionou. Ficou parecido demais com a imagem
convencional que fazemos de Maria e da situação. |
6,5 |
|
Liana Ferreira |
Gosto
desta Maria de Nazaré,
que aqui se mostra sofrida, mas convencida de sua existência
excelsa. A forma de composição que a contista escolheu produzindo o conto
inteiro em um único parágrafo, neste caso, valoriza o texto. As pombas que,
ora são pombas somente, ora estão nos olhos do discípulo, e por fim se
transformam no Espírito Santo enchem de graça a narrativa. Ave! |
9 |
|
Cida Sepúlveda |
Bem
escrito. Mas, a exemplo de outros contos deste desafio, senti a falta de
personagens mais terrenos, ainda que “inspirados” em personagens
histórico-culturais. |
8,5 |
|
Marco Antunes |
O
impulso religioso dominou a autora e viu-se aqui
mais a exaltação da fé que a real compreensão do drama pessoal de Maria. O
Silêncio daquelas horas entre o sepultamento e a ressurreição deve de ter
sido povoado de medos e presságios. O pânico, que devia estar sendo reprimido
em cada coração, pelas conseqüências dos acontecimentos no Monte Calvário e a
angústia havia de ser a tônica. Nada disso refletiu o conto, que me pareceu
confuso e ao tentar abordar diversos assuntos e ser fiel às escrituras. |
8 |
|
TOTAL |
41 |
|

|
Conto 11 |
||
|
Autor |
ARTUR ADOLFO COTIAS E SILVA |
|
|
Título |
FIAT SICUT
TIBI PLACUERIT |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
O
excesso de dados históricos lembra uma lição escolar. Há confusão nos tempos
verbais. O conto não consegue transmitir a beleza dos fatos narrados. |
7,5 |
|
Cris Brum |
Bem
interessante a situação narrada e mais interessantes
ainda as personagens. Fiquei curiosa sobre o diálogo entre Pedro e Francisco,
mas o texto está adequado à proposta de distância do narrador pedida. |
8,5 |
|
Liana Ferreira |
As
figuras de Francisco de Assis e Pedro Cattani estão
bem descritas neste conto que envolve o leitor, principalmente pela
desenvoltura do narrador, que parece conversar à sombra de uma frondosa
árvore. |
9 |
|
Cida Sepúlveda |
Maravilhoso.
Rara simplicidade. Um texto de arte interagindo com a história e a filosofia.
Parabéns! |
10 |
|
Marco Antunes |
Excelente
pesquisa de época e do mundo circundante à Revolução de Assis! A capacidade
narrativa do autor e expressividade é enorme, mas é um pena
que tenha esquecido que o conto precisa de drama, de conflito, de mutação, de
percurso para uma nova síntese, pois, caso contrário, perde sua
força.intrínseca. |
9 |
|
TOTAL |
44 |
|

|
Conto 12 |
||
|
Autor |
MONIQUE BRITTO KNOX |
|
|
Título |
PALMAS A ZUMBI DOS PALMARES |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Há
erros ortográficos e gramaticais. O tom é didático. As informações históricas
ficam deslocadas nos diálogos. |
7 |
|
Cris Brum |
Acho
que o conto apressa as conclusões da personagem de forma um pouco desconexa.
Não convence o leitor a forma como o governador se
dá conta do que Zumbi representaria depois da morte. Ficam muito artificiais as
conclusões que ele tira, da forma como foram narradas. |
7 |
|
Liana Ferreira |
Este
conto prende a atenção do leitor. Tem densidade histórica e intensa
dramaticidade. A cena final, sem testemunhas, em que o Governador se dá conta de que
Zumbi será eterno, enquanto ele se tornará poeira da história, está carregada
de símbolos. Tanto é que o nosso espaço Cultural não se chama Governador
Mello e Castro. Contudo, a escritora parece ter esquecido
de fazer a necessária revisão gramatical e ortográfica. |
9 |
|
Cida Sepúlveda |
Muito bom. Melo e Castro, a
meu ver, ficou muito caricato. |
9 |
|
Marco Antunes |
O
conto não tem um bom ritmo entre ação e interpretação dos fatos, deixando a
impressão de que algumas meditações são tiradas da cartola do autor, como um deus ex machina . O grande
problema é mesmo do que os americanos, no teatro, chamam de timing.
Mesmo assim, o conto tem méritos e a autora não deve desanimar, falta-lhe
apenas um pouco de
percepção do que funciona e do que não funciona na narrativa, para entender
as peculiaridades do gênero e obter melhores textos. |
8 |
|
TOTAL |
40 |
|

|
Conto 13 |
||
|
Autor |
LACY MESQUITA |
|
|
Título |
CÉU AMARELO |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Há
incorreção grave: “perigos eminentes”
e outras. Falta encadeamento ao texto.
O ritmo lento não prende a atenção do leitor. |
7,5 |
|
Cris Brum |
A
imagem do céu amarelo é bastante impressionante e traduz a situação em que se
encontra a sobrevivente. As reflexões da personagem sobre a humanidade são
suficientemente fortes para sustentar o texto, que não necessita do toque
dramático adicionado pela descrição da história pessoal da personagem. Pra
mim, o parágrafo sobre o bebê é desnecessário. |
8 |
|
Liana Ferreira |
É o caos retratado através de
períodos curtos. Mas essa técnica ainda não está completamente dominada pela
escritora, o que prejudica o resultado final. |
7,5 |
|
Cida Sepúlveda |
Imagino que um ser nas
condições descritas, teria um discurso bem diferente.... |
7 |
|
Marco Antunes |
É inevitável
que o leitor considere apelativa a referência ao bebê, mas o que mais falta
ao texto presente, é, sem dúvidas, ao menos uma
tentativa mais fluente e lógica de explicar o ocorrido. Um momento dessa
gravidade mereceria mais reflexão. Como conto, falta-lhe conflito, parece-me
que a personagem não chega a fazer um mea-culpa com relação a sua postura anterior
ao grande desastre. |
7 |
|
TOTAL |
37 |
|

|
Conto 14 |
||
|
Autor |
OSMAR PERAZZO LANNES JR |
|
|
Título |
A
TAÇA |
|
|
JURADO |
COMENTÁRIO |
NOTA |
|
Luci
Afonso |
Gestos,
palavras, pausas — tudo em perfeita ordem neste conto primoroso, que narra
com profundidade as reflexões do grande filósofo na
véspera de sua morte. A elegância e a nobreza do texto são dignas do tema
proposto. |
10 |
|
Cris Brum |
Impressionante!
A reflexão trazida pelo texto sobre a obediência do indivíduo às leis
coletivas e os limites que elas impõem à liberdade está muito bem aplicada e a
linguagem usada está muito adequada. E olha que falar por Sócrates não deve
ser nada fácil mesmo, pra ninguém! Ótimo texto, prende
a atenção até o fim, mesmo que o leitor saiba qual é o final. |
10 |
|
Liana Ferreira |
O
último dia de Sócrates é um momento revelador na vida do filósofo. A Grécia e
sua tragédia estão bem representadas no denso e coerente diálogo de Sócrates
com Críton. Por meio de um bem arquitetado
raciocínio, Sócrates conclui – acertadamente – que não apenas ele morrerá,
mas sim as cidades tal como elas se definiam no seu tempo. O consolo de
Sócrates, que por isso mesmo afirma que não cruzará o inferno sozinho, é
bastante emblemático. |
10 |
|
Cida Sepúlveda |
Excelente |
9 |
|
Marco Antunes |
Excelente.
Aqui se deu tudo que o conto pede, percebe-se que, com sutileza, até Sócrates
sofre a alquimia da força que lhe tenta desviar o rumo da ação, não para
seguir em direção oposta, mas na mesma por mais sólida razão. Bonito e bem
escrito. Verdadeiro em sua revisão como só um autor do século XXI poderia fszer. |
10 |
|
TOTAL |
49 |
|